Ser o melhor amigo do homem não é mais um mérito exclusivo dos cães. A ‘honra do título tem passado para as mãos, ou melhor, patas de um histórico rival: o gato. Sim, justo aquele felino conhecido por gostar mais da casa do que dos donos (o que não é verdade). Muito do que se fala sobre ele é puro mito. Os aficionados por gato garantem: esse bichano também ama os protetores, é carinhoso e companheiro.
“A diferença é que, como são mais independentes do que os cães e dormem em média 16 horas por dia, eles lidam melhor com a ausência dos donos”, explica a veterinária Heloisa Justen Moreira de Souza, da Clínica Gatos e Gatos, a primeira do país dedicada exclusivamente aos cuidados desses mascotes. Mas nada disso impede que o seu gatinho siga você pela casa, queira brincar e insista em dormir na sua cama. Muita gente já descobriu isso.
Segundo Heloisa, no mercado de pets dos Estados Unidos e da Europa, a venda de gatos ultrapassam a dos cachorros. No
Brasil, não há números oficiais sobre o aumento do interesse pelos bichanos, mas já existem indícios. “Antes só havia a minha clínica de gatos. Hoje, elas já somam seis, inclusive em Porto Alegre, Blumenau, Curitiba, Vitória e São Paulo”, diz a veterinária.
Eles já foram considerados bruxos e perseguidos na Idade Média e até hoje há quem passe longe de um gato preto, ou maltrate o animal, para afastar o azar. Desculpem, mas é pura superstição, sem fundamento. O amor pelos felinos aumentou a expectativa de vida deles: que passou de apenas dois anos de idade para 15 anos em média. “As clínicas veterinárias já oferecem até exames para check-up anual de gatos geriátricos (felinos idosos com mais de sete anos). Eu mesma já atendi um gatinho com 25 anos”, comemora Heloisa Justen.
Além disso, ninguém duvida que os miados dentro de casa são menos incômodos do que os latidos. “Os felinos são perfeitos, não fazem barulho e ninguém precisa levá-los para passear”, explica Heloisa. Eles também são mais higiênicos, por natureza: basta comprar caixinhas com areia sintética em qualquer pet shop. Eles nunca utilizam outro lugar para suas necessidades.
Três mitos (ou inverdades) sobre os felinos1. Eles têm sete vidas. A estrutura mais flexível faz com que os gatos saltem e passem em espaços estreitos. Mas isso não faz deles um animal mais resistente a quedas e outros acidentes. As telas de proteção são essenciais. 2. Os gatos devem ficar longe de mulheres grávidas, porque podem transmitir toxoplasmose. Verdade só para os felinos que são alimentados com comida. O toxoplasma costuma estar em carnes cruas – o gato que come só ração, portanto, não terá nada a ver com isso. 3. Se um gato preto cruzar o seu caminho, dá o maior azar. Pura superstição. E, se você gosta dos bichanos de raça, deveria valorizar essa cor ainda mais. De acordo com Áurea Sellan, dona de um gatil há mais de 20 anos e presidente da única divisão brasileira da Cat Fanciers Association – CAF -- (Associação de Aficcionados por Gatos), o preto é na verdade a cor pura do gato, a que deu origem a todas as outras. “Para se ter um persa legítimo, é preciso o cruzamento de um persa preto com um persa branco”, ensina Áurea.Conheça algumas raçasDe acordo com Áurea Sellan, há 50 raças de gatos no mundo reconhecidas pela Cat Franciers Association (CFA). No Brasil, as mais procuradas são, o Persa, o Maine Coon e o Siamês.
“A diferença é que, como são mais independentes do que os cães e dormem em média 16 horas por dia, eles lidam melhor com a ausência dos donos”, explica a veterinária Heloisa Justen Moreira de Souza, da Clínica Gatos e Gatos, a primeira do país dedicada exclusivamente aos cuidados desses mascotes. Mas nada disso impede que o seu gatinho siga você pela casa, queira brincar e insista em dormir na sua cama. Muita gente já descobriu isso.
Segundo Heloisa, no mercado de pets dos Estados Unidos e da Europa, a venda de gatos ultrapassam a dos cachorros. No
Eles já foram considerados bruxos e perseguidos na Idade Média e até hoje há quem passe longe de um gato preto, ou maltrate o animal, para afastar o azar. Desculpem, mas é pura superstição, sem fundamento. O amor pelos felinos aumentou a expectativa de vida deles: que passou de apenas dois anos de idade para 15 anos em média. “As clínicas veterinárias já oferecem até exames para check-up anual de gatos geriátricos (felinos idosos com mais de sete anos). Eu mesma já atendi um gatinho com 25 anos”, comemora Heloisa Justen.
Além disso, ninguém duvida que os miados dentro de casa são menos incômodos do que os latidos. “Os felinos são perfeitos, não fazem barulho e ninguém precisa levá-los para passear”, explica Heloisa. Eles também são mais higiênicos, por natureza: basta comprar caixinhas com areia sintética em qualquer pet shop. Eles nunca utilizam outro lugar para suas necessidades.
Três mitos (ou inverdades) sobre os felinos1. Eles têm sete vidas. A estrutura mais flexível faz com que os gatos saltem e passem em espaços estreitos. Mas isso não faz deles um animal mais resistente a quedas e outros acidentes. As telas de proteção são essenciais. 2. Os gatos devem ficar longe de mulheres grávidas, porque podem transmitir toxoplasmose. Verdade só para os felinos que são alimentados com comida. O toxoplasma costuma estar em carnes cruas – o gato que come só ração, portanto, não terá nada a ver com isso. 3. Se um gato preto cruzar o seu caminho, dá o maior azar. Pura superstição. E, se você gosta dos bichanos de raça, deveria valorizar essa cor ainda mais. De acordo com Áurea Sellan, dona de um gatil há mais de 20 anos e presidente da única divisão brasileira da Cat Fanciers Association – CAF -- (Associação de Aficcionados por Gatos), o preto é na verdade a cor pura do gato, a que deu origem a todas as outras. “Para se ter um persa legítimo, é preciso o cruzamento de um persa preto com um persa branco”, ensina Áurea.Conheça algumas raçasDe acordo com Áurea Sellan, há 50 raças de gatos no mundo reconhecidas pela Cat Franciers Association (CFA). No Brasil, as mais procuradas são, o Persa, o Maine Coon e o Siamês.
Adote!Para quem gosta de gatos, ver um deles indefeso, machucado e triste pela rua e virar as costas é quase impossível. Recolher os animais, dar comida e levá-lo ao veterinário é louvável. Mas você pode ajudar mais. “Pode fazer um trabalho de conscientização no seu próprio bairro ou ser voluntária em alguma ONG de ajuda aos animais”, ensina Marco Ciampi, presidente da Arca Brasil. Um exemplo disso nasceu da boa vontade de Susan Yamamoto e Juliana Bussab. As amigas recolhiam gatos na rua, cuidavam deles e batiam de porta em porta para achar um dono para os bichanos. Em 2003, criaram o http://www.adoteumgatinho.com.br/ para achar, através do site, esses donos de forma mais rápida. Hoje, a ONG é reconhecida, elas já deram um lar decente para 2.040 gatinhos. As fotos e informações dos felinos disponíveis para doação são colocadas na página somente depois de serem vacinados, castrados e vermifugados. Para isso, elas contam com as verbas das vendas de produtos e rifas, e até de doações em dinheiro pelos internautas – com as contas expostas no próprio site.
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